segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O mito do Vampiro - Parte 3



A invasão de Vampiros
Embora entidades vampirescas apareçam m muitos culturas, o temo Vampiro não se tornou popular antes do inicio do século 18, quando houve um afluxo do mito na Europa Ocidental, vindo de áreas onde as lendas sobre essas criaturas eram freqüentes, como os Bálcãs e a Europa Oriental. Uma verdadeira histeria coletiva provocou o aumento da superstição em relação aos vampiros na Europa. Em diversos locais, cadáveres tiveram o peito perfurado por estacas, acusados de serem vampiros. Até mesmo funcionários da corte austríaca participavam da caça e do estaqueamento deles. A histeria coletiva, conhecida como “Controvérsia dos Vampiros”, durou uma geração. A disseminação da crença no vampirismo começou na Europa Ocidental quando o império austríaco incorporou territórios do norte da Sérvia. A partir de então, relatos sobre essas criaturas começaram a receber enorme publicidade. Em 1721, houve um alegado ataque de vampiros a um lugar remoto no norte da Sérvia. A notícia fez o pânico se alastrar para outros locais, provocando verdadeiro frenesi. Túmulos foram violados e corpos vandalizados por todo o império austríaco, partes da Rússia – que deu origem à atual Alemanha – e até na América. Dois casos famosos foram documentados pelos investigadores da corte: o comportamento pós-morte de Peter Plogojowitz e de Arnold Paole, ambos da Sérvia. Plogojowitz morrera aos 62 anos, mas teria voltado da morte para pedir comida ao seu filho. Segundo relatos, o rapaz teria recusado e foi encontrado morto no dia seguinte. Supostamente, Plogojowitz também atacou alguns vizinhos, que teriam falecido por conta da perda de sangue. No segundo caso, Arnold Paole, um ex-soldado que se tornara fazendeiro, tinha sido atacado por um vampiro anos antes, morrendo enquanto trabalhava no campo. Depois de sua morte, pessoas começaram a falecer na vizinhança e isso levou os camponeses a julgar que Paole voltara para atacar seus vizinhos. O terror dos vampiros não se restringiu à Europa e cruzou o Atlântico. Durante o final do século 18 e ao longo de todo o 19, a crença se espalhou pela Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. Há restritos de casos em que famílias desenterraram os entes queridos e removeram seus corações, pois acreditavam que eram vampiros que estavam causando doenças e mortes na família. A controvérsia sobre estes seres diminuiu apenas quando a imperatriz Maria Tereza da Áustria pediu que seu médico pessoal, Gerard Van-Swieten, investigasse se os vampiros realmente existiam. Van Swieten escreveu um tratado e concluiu que não existiam tais criaturas, e a imperatriz promulgou leis que proibiam a abertura de sepulturas e a violação de cadáveres, pondo um fim à “epidemia” de Vampiros.

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