
A América do Sul não tem sido uma área rica em tradição vampírica, entretanto o fato de morcegos vampiros serem nativos do continente sugerem que algum reconhecimento de vampirismo teria aparecido no folclore do continente - como é o caso.
- O ASEMA : Entre os vampiros da América do Sul, por exemplo, está o asema, do Suriname. O asema, muito parecido com o loogaroo do Haiti e o sukuyan de Trindad - todos derivados da bruxa/vampira da África ocidental. O asema tomava a forma de um velho ou velha que levava uma vida comunitária normal durante o dia, mas uma existência secreta bem diferente após o escurecer. À noite, tinha a habilidade de se transformar num vampiro e fazia isso removendo a pele se transformando numa bola de luz azul. Nessa forma, dizia-se que o asema voava pelas redondezas, entrava nas casas das vilas e sugava o sangue de suas vítimas. Se gostasse do sangue continuaria sugando até que a pessoa morresse. Também como no caso do loogaroo, alho era a melhor forma de proteção contra o asema. Ervas poderiam ser ingeridas para deixar o sangue azedo a fim de que o asema não o sugasse, uma prática adotada tanto no Haiti quanto na África. Proteção adicional era assegurada espalhando-se arroz ou semente de gergelim na porta. As sementes deveriam ser misturadas com garras de uma coruja.
- O asema precisava apanhar as sementes antes de entrar mas as sementes caíam continuamente por causa das garras. Se continuasse nessa tarefa até o amanhecer, a luz do sol o mataria.
- Os que eram suspeitos de ser um asema eram colocados em observação. Sua identidade podia ser determinada observando-os retirar sua pele. A pele então era tratada com sal e pimenta para que encolhesse e o vampiro, assim, não pudesse mais entrar nela.
O VAMPIRO CINEMATOGRÁFICO: O vampiro apareceu periodicamente nos filmes na América do Sul, principalmente na Argentina e no Brasil. O primeiro filme de vampiro sul-americano foi El Vampiro Negro (1953) dirigido por Roman Vinoly. Estava baseado no fato verídico de Peter Kürten, o vampiro de Düsseldorf. Passaram-se duas décadas antes da produção do segundo filme, El Vampiro Archecha, uma produção argentino-mexicana. O segundo filme se notabilizou pela inclusão de German Robles no elenco.
O Brasil produziu seu primeiro filme de vampiro em 1969/70. O filme, Um sonho de Vampiros, era uma comédia sobre um médico que precisava escolher entre a morte e o vampirismo. Outros filmes lançados na época incluem O Macabro Dr. Scivavano(1971), Quem tem Medo de Lobisomem?(1974) e A Deusa de Mármore - Escrava do Diabo(1978). Quem tem Medo de Lobisomem tem sido listado na filmografia por causa da confusão de que o lobisomem fosse um vampiro. Desde então, somente um filme brasileiro foi anotado: As Sete Vampiras(1986).

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