domingo, 27 de setembro de 2009

A Vampira de Vermelho




Local: Mata Atlântica.

Reinaldo e seu amigo Fabio trabalham como ecofisiologistas. Este trabalho esta diretamente ligado à pesquisa para compreender os fenômenos da natureza. Neste caso, as arvores da Mata Atlântica... Mais especificamente a Jatobá. Em 2000 eles formaram juntos com o EUA uma fundação para proteger e estudar as arvores. Eles estavam ali para verificar uma denuncia... Estavam preocupados. Estas arvores são ecologicamente essenciais. Elas ajudam nas suas funções ecológicas na fase final de formação da floresta.
Quando eles chegam ao local ficam completamente paralisados. Finalmente Reinaldo retira o celular do bolso e diz:
- Está confirmado! Mais de cinquenta arvores sumiram!
Fabio, ainda atônito fala com Reinaldo.
- Se a denuncia for completamente verdadeira essas arvores não foram derrubadas para fazer moveis material de esporte... Mas sim...
Reinaldo interrope...
- isso mesmo Fabio... Foram usadas para produção em longa escala de estacas para matar vampiros!
- Mas isso é lenda!
- Olhe a sua volta... Lenda ou não as arvores sumiram!


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Local: São Paulo
Roberto mora com a filha Katrin de 18 anos. Enquanto ela desmontava a arvore de natal ele estava assistindo ao noticiário das oito. A repórter dizia claramente sobre as arvores desaparecidas.
- E conforme o nosso contato, as arvores sumiram faz mais de um mês! Elas tinham mais de 100 anos e foram transformadas em simples estacas de madeira para, acreditem se quiser... Matar vampiros!
Katrin olhou para seu pai e disse:
- Vampiros? Pai... Que tipo de gente derrubariam árvores para fazer isso?
- Esse mundo é insano Katrin.
Roberto sai da sala e vai até o seu quarto. Pega o baú que estava em cima do guarda—roupa e dentro dele... Uma estaca de madeira ainda com sangue... Ele escuta a janela da sala se quebrar. Ele se assusta e deixa a estaca cair e logo em seguida ouve o grito de sua filha. Ele pega a estaca e corre, mas já era tarde...
Ela foi levada...
Levou duas noites para que Roberto desmaiasse devido a exaustão e procurar a sua filha. Na terceira noite um vulto aparece em frente à janela quebrada.
Roberto estava segurando a estaca com as duas mãos. Um vento frio atravessava a janela e e poucos segundos sua estaca desaparece e ele é lançado para a parede da sala como se fosse atropelado por um caminhão... Roberto estava quase inconsciente quando o agressor o carregou e o amarrou em uma cadeira.
Ele quebrou algumas costelas e sua cabeça sangrava.
- Acorde rapaz... Dizia aquele ser que mal aparecia no escuro... Uma manta preta cobria o seu corpo forte e media quase dois metros de altura. Sua voz multiplicava pelos cantos da sala. — A noite ainda não acabou...
- Q—quem é você!
- Alguém que perdeu alguém por causa disso...
Ele coloca no colo do Roberto a estaca...
- Como foi mesmo que fez... Ah... Sim! Você e mais quatro amigos viram um anuncio de como ganhar dinheiro fácil. Ganharam as estacas com uma lista de endereços. Nem perguntaram... Entraram de dia no apartamento dela abriram caixão, matelaram a estaca profundamente até atravessar o caixão... Enfiaram espinhos por todo o corpo. Logo em seguida cortaram a sua cabeça e colocaram nos seus pés. Ainda não suficiente... Jogaram gasolina por todo o corpo levaram para a varanda e tocaram fogo.
Roberto estava perdendo os sentidos quando ele segurou seu cabelo e levantou a sua cabeça. – Preste atenção.
Ele retira uma câmera do bolso e mostra através do visor de cristal liquido quatro homens com estacas enfiadas em suas bocas e logo em seguida eles são queimados.
Roberto estava desesperado... Eram seus amigos. Mortos por aquele vampiro que estava na sua frente...
- Minha filha... Por favor, ela não tem culpa.
- Cale—se! Como pode pedir piedade depois do que fez? Nem ao menos se peguntou sobre essas estacas... Quantas dessas estão por ai? De onde vieram? Quantas da minha gente foram destruídas? Não importa! Ela era especial para mim.
O Vampiro foi até a janela e olhou para a lua.
- Todo o natal a gente se encontrava para falar sobre o que aconteceu no ano. Era sagrado. Dá para acreditar? Vampiros se encontrando no natal... Mas eu gostava pois ela aparecia sempre de vermelho. Era a nossa noite especial e eu aproveitava pois sabia que só a veria no natal... assim ela queria. Assim eu gostava. Mas ela não apareceu neste natal e quando eu a procurei achei seu corpo queimado... Vocês mataram uma vampira que jamais tocou em um humano. Ela sempre dava um jeito de conseguir seu alimento e pagava por ele. Tínhamos uma empresa onde existem pessoas que doam o alimento para nos em troca de dinheiro e compramos. Assim fizemos por muito tempo até você acabar com tudo. Minha sede não era mais saciada por aquele sangue comprado... Eu queria diretamente da fonte... Posso dizer que me deixou mais forte e me devolveu o prazer da conquista pelo alimento e por esse motivo eu agradeço por me devolver esta vontade de devorar cada gota diretamente da carne.
- Mate—me! Leve tudo... Apenas traga a minha filha...
O vampiro dá um sorisso.
- Oh... Mas eu não posso fazer isso... Matar você tiraria o meu prazer de vê—lo sofrer.
Novamente o vampiro mostra um outro filme.
Roberto arregala os olhos quando vê a sua filha na tela... No chão...Desfalecida... Cheia de sangue... Abrindo lentamente os olhos ela sorri... Seus dentes... Meu Deus...
- Argh! Eu odeio essa mania que os humanos tem de chamar divindades nestas horas! Que importa... Ela está voltando! Oh... Sim!
- Sua filha logo estará aqui! Assim poderei assistir bem de perto ela degustar a sua primeira refeição.
- Pois é... O natal está indo embora, mas os presentes duram para sempre.
- Ela vira de vermelho e sempre nos encontraremos no natal!

Escrito por Priscilla Helsting

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sexo, Suor e Vampiros




Mexendo as pernas, ela movimenta seu corpo de forma sublime, jogando seus lindos cabelos loiros para os lados e sempre me olhando com aqueles olhos verdes. Que mulher maravilhosa... Nem dava para acreditar que estava nesta espelunca de bar!
Tudo estava enfumaçado e tocava um blues de Ella Fitzgerald. Aquele palco era escuro e havia apenas uma luz.. Uma única luz que iluminava o corpo daquela mulher. Eu já estava na minha segunda dose de vodca. A cada gole que eu dava, um olhar transparecia pelo copo.
Até esqueci que estava aqui para prendê-la por assassinato. A polícia, lá fora, estava esperando um sinal, exatamente como pedi.
Quando o show acabou, fui para o camarim. Era pequeno, mas cheio de flores, que faziam o local ficar agradável para um tigre como eu, colocado dentro de uma jaula com uma pantera.
Ela não fez pergunta alguma. Apenas olhou com raiva por ter invadido seu pobre e pequeno local. Fui golpeado por suas mãos várias vezes até que não agüentar mais e, segurando suas mãos, dei um tapa em sua face, fazendo–a cair na poltrona que ali estava. Ela se levantou e ficou me olhando então... Seus dentes surgiam mais brancos, mais pontiagudos, mais selvagens. Ela não dizia mais nada... Só rosnava! Rosnava como um animal louco pela presa.
Avançou em minha direção e começou a arrancar minhas roupas (boa parte com os dentes). Tocou em cada centímetro do meu corpo. Raiva? Paixão? Que se dane! Eu sentia tudo deliciosa e silenciosamente. Ela me possuía por completo. Seus seios dançavam na frente dos meus olhos, enquanto ela sentava e penetrava cada intensidade de prazer em meu corpo.
Eu entendia perfeitamente porque ela assassinou seu marido e entendia também que dessa eu não passava. Ela ficou mordendo meu pulso e, sangrando, ela passou pelo seu corpo. Era um banho excitante. Eu podia ver em sua face que ela tinha orgasmos por sangue e sexo. Era um tesão! Tinha que ir até o final.
Agarrei seus cabelos e a forçava mexer mais e mais até que ela enfiou as unhas na minhas costas e rasgou até embaixo! Eu gritava, mas não sabia se era prazer ou dor. Ela gritava junto como um uivo de lobo que consegue agarrar a presa.
Quando tudo terminou, fiquei ali não sei quanto tempo... Inerte até a policia chegar e ver meu corpo completamente jogado na cama.
Aos poucos fui acordando e a única pista que eu tinha para provar que ela esteve ali era a rosa que estava em minhas mãos e uma mensagem.
"Se você ficar vivo, nos veremos de novo! — Ass. Veri"

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Kissy no Programa do Jô - parte 1

O mito do Vampiro - Parte 3



A invasão de Vampiros
Embora entidades vampirescas apareçam m muitos culturas, o temo Vampiro não se tornou popular antes do inicio do século 18, quando houve um afluxo do mito na Europa Ocidental, vindo de áreas onde as lendas sobre essas criaturas eram freqüentes, como os Bálcãs e a Europa Oriental. Uma verdadeira histeria coletiva provocou o aumento da superstição em relação aos vampiros na Europa. Em diversos locais, cadáveres tiveram o peito perfurado por estacas, acusados de serem vampiros. Até mesmo funcionários da corte austríaca participavam da caça e do estaqueamento deles. A histeria coletiva, conhecida como “Controvérsia dos Vampiros”, durou uma geração. A disseminação da crença no vampirismo começou na Europa Ocidental quando o império austríaco incorporou territórios do norte da Sérvia. A partir de então, relatos sobre essas criaturas começaram a receber enorme publicidade. Em 1721, houve um alegado ataque de vampiros a um lugar remoto no norte da Sérvia. A notícia fez o pânico se alastrar para outros locais, provocando verdadeiro frenesi. Túmulos foram violados e corpos vandalizados por todo o império austríaco, partes da Rússia – que deu origem à atual Alemanha – e até na América. Dois casos famosos foram documentados pelos investigadores da corte: o comportamento pós-morte de Peter Plogojowitz e de Arnold Paole, ambos da Sérvia. Plogojowitz morrera aos 62 anos, mas teria voltado da morte para pedir comida ao seu filho. Segundo relatos, o rapaz teria recusado e foi encontrado morto no dia seguinte. Supostamente, Plogojowitz também atacou alguns vizinhos, que teriam falecido por conta da perda de sangue. No segundo caso, Arnold Paole, um ex-soldado que se tornara fazendeiro, tinha sido atacado por um vampiro anos antes, morrendo enquanto trabalhava no campo. Depois de sua morte, pessoas começaram a falecer na vizinhança e isso levou os camponeses a julgar que Paole voltara para atacar seus vizinhos. O terror dos vampiros não se restringiu à Europa e cruzou o Atlântico. Durante o final do século 18 e ao longo de todo o 19, a crença se espalhou pela Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. Há restritos de casos em que famílias desenterraram os entes queridos e removeram seus corações, pois acreditavam que eram vampiros que estavam causando doenças e mortes na família. A controvérsia sobre estes seres diminuiu apenas quando a imperatriz Maria Tereza da Áustria pediu que seu médico pessoal, Gerard Van-Swieten, investigasse se os vampiros realmente existiam. Van Swieten escreveu um tratado e concluiu que não existiam tais criaturas, e a imperatriz promulgou leis que proibiam a abertura de sepulturas e a violação de cadáveres, pondo um fim à “epidemia” de Vampiros.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Vampiros da África



Os povos da África, a despeito de sua mitologia, não são conhecidos pela sua crença em vampiros. Montague Summers, em sua pesquisa sobre o vampirismo em todo o mundo, nos anos 20, pôde encontrar somente dois exemplos: o asasabonsam e o obayifo. Desde Summers, muito pouco se tem feito para investigar o vampirismo nas crenças africanas.

O obayifo, desconhecido de Summers, era na realidade o nome Ashanti para um vampiro do Oeste africano que reapareceu sob nomes diferentes na mitologia da maioria das tribos vizinhas. Por exemplo, entre os dahomeanos, o vampiro era conhecido como o asiman. O abayifo era um bruxo que morava incógnito na comunidade. O processo para se tornar um bruxo era uma tendência adquirida - não havia laços genéticos. Portanto, não havia meios para determinar quem seria um bruxo. Secretamente, o bruxo era capaz de deixar seu corpo e viajar à noite como uma reluzente bola de luz. Os bruxos atacavam as pessoas - e sugavam seu sangue. Tinham também a habilidade de sugar o suco de frutas e legumes.

O asasabonsam era uma espécie de monstro vampírico encontrado no folclore dos povos ashanti de Ghana, na África ocidental. Na breve descrição fornecida por Sutherland Rattray, o asasabonsam tinha aparência humanóide e dentes de ferro. Morava nas profundezas da floresta e raramente era encontrado. Ficava no topo da árvores e balançava suas pernas, usando seus pés em forma de gancho para capturar pessoas desprevenidas que passassem por perto.

Trabalhando entre tribos do Rio Níger, na área do delta, Arthur Glyn Leonard constatou que os bruxos saíam de suas casas à noite para se reunir com demônios e para tramar a morte dos vizinhos. A morte se dava ao "sugar gradativamente o sangue das vítimas através de um meio invisível e sobrenatural, cujo efeito era imperceptível aos outros". Entre os ibo, acreditava-se que o processo de sugar o sangue era feito de uma maneira tão habilidosa, que a vítima sentia dor mas era incapaz de perceber sua causa física, mesmo sabendo que no final o resultado seria fatal. Leonard acreditava que a bruxaria era, na realidade, um sistema muito sofisticado de envenenamento (como o era na Europa Medieval, uma certa dosagem de magia).

P. Amaury Talbot, trabalhando entre as tribos da Nigéria, descobriu que a bruxaria era uma influência permeável e que a força mais temível atribuída aos bruxos era a de "sugar o coração" das vítimas sem que estas soubessem o que estava acontecendo. O bruxo podia sentar no telhado, à noite, e realizar sucção através de forças mágicas. Uma pessoa que estivesse morrendo de tuberculose era tida muitas vezes como sendo vítima dessa bruxaria.

Entre os povos Yakö, da nigéria, Daryll Forde descobriu a crença de que bruxos desencarnados atacavam as pessoas enquanto elas dormiam à noite. Podiam sugar seu sangue, e úlceras, acreditava-se, eram um sinal do ataque. Podiam operar como um incubus/succubus e sufocar as pessoas deitando em cima delas.

A questão de bruxaria era invocada por qualquer pessoa que estivesse em condição de sofrimento, e qualquer pessoa acusada era tratada severamente por meio de julgamentos das privações. Geralmente as mulheres estéreis ou na fase da pós-menopausa estavam mais sujeitas às acusações. Não era incomum sentenciar à morte pelo fogo uma bruxa declarada culpada. Melville Herskovits e sua mulher Frances Herskovits conseguiram relacionar um bruxo/vampiro, cuja existência foi reconhecida pela maioria das tribos africanas ocidentais, às figuras vampíricas encontradas no Caribe, o loogaroo do Haiti, o asema do Suriname e o sukuyan de Trindad. Esses três vampiros são virtualmente idênticos, embora fossem encontrados em colônias inglesas, holandesas e francesas. A crença nos vampiros parece ser um exemplo óbvio de uma aceitação comum levada da África pelos escravos que persistiu a por décadas de escravidão até o presente.

Mais recentemente, John L. Vellutini, editor do Journal of Vampirology, aceitou o desafio de investigar toda a questão do vampirismo na África. Os resultados de suas descobertas estão resumidos em dois longos artigos. Como no caso dos pesquisadores anteriores, Vellutini encontrou escasso material sobre o vampirismo no continente africano. Todavia, argumentou que, sob a superfície das crenças africanas sobre bruxaria, muito material análogo ao da Europa oriental ou ao do vampiro eslavo poderia ser encontrado. As bruxas eram vistas como figuras poderosas na cultura africana, com inúmeros poderes, inclusive a habilidade de se transformar em uma variedade de formas animais. Usando seus poderes, dedicavam-se ao ato de canibalismo, necrofagia (isto é, alimentar-se de cadáveres) e vampirismo. Essas ações constituíam atos de vampirismo psíquico, mais do que perniciosidade física. Thomas Winterbottom, por exemplo, trabalhando em Serra Leoa, em 1960, assinalou:

· "Uma pessoa assassinada pela bruxaria deve morrer dos efeitos de um veneno administrado secretamente ou pela infusão desse veneno no seu sistema pela bruxa; ou, então, esta última deve assumir a forma de algum animal, como um gato ou um rato, o qual durante a noite, suga o sangue por uma ferida pequena e imperceptível, através da qual uma doença prolongada e a morte serão produzidas."

Com resultados similares, o abayfo, uma bruxa ashanti, suga o sangue das crianças enquanto voa em seu corpo espiritual, durante a noite. Entre os povos Ga, M. J. Field descobriu que as bruxas se reuniam em volta de um baisea, uma espécie de pote, que continha sangue de suas vítimas - embora qualquer pessoa que olhasse para dentro do pote pudesse ver apenas água. Aliás, acreditava-se que o líquido continha a vitalidade de suas vítimas.

Quando uma pessoa era acusada de bruxaria, ele ou ela eram colocados em privação para determinar a culpa, e se fossem declarados culpados, eram executados. Os métodos adotados por certas tribos eram estranhamente parecidos com os métodos aplicados a vampiros suspeitos na Europa oriental. Por exemplo, certa tribo iniciava a execução pela extração da língua, que era afixada ao queixo com um espinho (evitando, dessa forma, que pragas finais fosse endereçadas aos executantes). O bruxo ou bruxa eram então mortos a pauladas com uma vara afiada. Em algumas ocasiões, a cabeça era separada do corpo e este queimado ou largado na mata para os predadores.

Associados ainda de maneira mais próxima às práticas da bruxaria européia eram os esforços para verificar se a pessoa morta era uma bruxa. O corpo da bruxa acusada era levantada do chão e examinado, procurando-se sinais de sangue no local da cova, integridade e inchação anormal do corpo. A cova de uma bruxa verdadeira teria um buraco no chão, que ia do corpo até a superfície, para que ela pudesse usar a saída no forma de morcego, rato ou outro pequeno animal. Acreditava-se que a bruxa poderia continuar a operar após sua morte e que o corpo permaneceria como no dia da morte. Ao se destruir o corpo, o espírito não poderia continuar sua atividade de bruxaria.

As bruxas também tinham o poder de ressucitar os mortos e de capturar os espírito em retirada, que era transformado em fantasma, capaz de atormentar os parentes do falecido. Havia também uma crença bastante difundida na África ocidental o isithfuntela (conhecido por nomes diferentes por diversos povos), isto é, o corpo desenterrado de uma pessoa escravisada pels bruxas para realizar as suas vontades. Dizia-se que a bruxa cortava a língua da pessoa e enfiava um pino através do cérebro da criatura para que se parecesse com um corpo reavivado. Esse isithfuntela, da mesma forma, atacava as pessoas pelo hipnotismo e enfiavam um pino em suas cabeças.

Velluti concluiu que os africanos compartilhavam a crença com os europeus sobre a existência de uma classe de pessoas que podiam desafiar a morte e exercer uma influência maligna apartir do túmulo. Como os vampiros europeus, os vampiros africanos eram muitas vezes pessoas que morreram desafiando as normas da comunidade ou pelo suicídio. Ao contrário dos vampiros literários, os vampiros africanos eram tão-somente pessoas comuns, como os vampiros da Europa oriental.

Velluti especulou que as crenças africanas nas bruxas e na bruxaria talvez tenham se espalhado pelo resto do mundo, embora os antropólogos e os etnólogos não tenham encontrado essas crenças senão no século XIX. Embora perfeitamente possível, pesquisas adicionais e comparações com as provas para teorias alternativas, tais como as propostas por Devendra P. Varma para a origem asiática das crenças em vampiros precisavam ser completadas antes que se chegue a um consenso.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Conquistador


David é o típico conquistador, metido a galã, é vaidoso, não perdoa um rabo de saia e não acredita em fidelidade. Gosta de se divertir com os sentimentos das pessoas. Todos conhecem a sua fama. É da internet que tira a maioria dos seus encontros amorosos como o de hoje à noite com uma menina bonita chamada Rose com quem esta conversando a mais de três meses. Ela tinha a voz mais bonita que David já tinha ouvido.

Tomado um belo banho, usado o perfume mais caro e colocado à roupa nova, David foi para o endereço combinado. Eram quase sete horas quando o carro parou a porta do edifício, a lua estava cheia.

David sobe as escadas e caminha em direção a porta e toca a campainha. Em instantes a porta se abre. David olha deslumbrado aquela figura que surge a sua frente.

— Olá David.

O sorriso daquela mulher era encantador. Sua voz era suave e calma, David tentou responder no mesmo tom. Ele segurava nas mãos de Rose tão carinhosamente - eram tão macias. Ela olhava para David como se estivesse procurando algo.

Usando de toda a delicadeza Rose disse:

— Não vai entrar?

— Claro!! - Ele disse, hipnotizado pela bela mulher. Nunca tinha vista nada tão encantador.

Enquanto caminhava, admirava sua beleza.

Após breves momentos de silêncio:

— Você é admirável! – disse ele.
Neste instante Rose se aproxima e dá um longo beijo em David. Aos poucos sua boca desliza em seu rosto em direção ao pescoço. Uma longa e prazerosa mordida. David sente um arrepio correr seu corpo. Ele agarra a mão dela tentando se libertar. Desviando-se dos dentes, evitando uma nova mordida, ele corre tentando escapar.

— Quem é você? Pergunta David.

Ela sorri.

Ele não tem outra saída senão revidar. David agarra um candelabro que havia na mesinha próxima a janela. Neste instante Rose segura o braço de David.

— Não foi rápido demais, David!

Chegando perto da janela, o homem fica louco e implora por clemência!
— Por favor, não faça isso.

Rose empurra o homem para fora do prédio e segurando, com apenas uma mão, ela diz:

— Sou uma vampira que gosta de se divertir com pessoas como você!

Rose solta David e, enquanto ele grita, esperando pelo seu fim, ela olha para a lua... E sorri.

Escrito por Priscilla Helsting

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dead Can Cance ( Cover ) - Cantara

O Ritual de Evocação e Invocação de um Vampiro...



Ele é um pouco parecido com o ritual da Temple of the Vampire...

Em primeiro lugar você deve procurar em obras antigas saber um pouco mais sobre os espíritos que irá evocar... E você deve ter em mente que, o fato de você fazer uma evocação e o espírito chamado não aparecer, não quer dizer que ele não esteja lá...

Primeiramente marque um dia em que você achar melhor para fazer o ritual e até lá se prepare abstendo-se de sexo e carnes... por no mínimo uns três dias...

Segunda Parte:

No dia marcado, levante cedo e vá dar uma volta... pense bastante em sua decisão, a decisão de chamar um vampiro para te transformar... Pense bem, pois uma vez executado o ritual , não há mais volta... e um dia, mais cedo ou mais tarde... Você será totalmente transformado...

Mas, o que importa é que no dia marcado, num horário em que ninguém possa te atrapalhar, de preferência à meia-noite, vá a um lugar deserto... uma mata é o ideal...

Trace um círculo no chão com giz, você pode se utilizar de qualquer panteão para fazer o ritual, o mais importante são a sua vontade e o espírito a ser chamado...

De preferência, após completar o círculo, faça um ritual de banimento qualquer... como o Ritual menor do pentagrama ou o Rubi Estrela...

Terceira Parte:

Feito o círculo e o ritual de banimento, sente-se e concentre-se... e utilizando de uma fórmula que lhe agrade evoque o espírito... ordene que o mesmo apareça. Como eu disse antes, se ele não aparecer, não se preocupe... ele estará ao seu lado quando for chamado... procure senti-lo próximo a você...

Neste momento expresse o seu desejo em palavras claras e objetivas...

Fique um momento meditando sobre o seu pedido... e se achar que deve... faça um pequeno corte em sua mão... e ofereça ao espírito...

Encerre o ritual e dispense o espírito agradecendo por ele ter atendido ao seu chamado...

Já disse, você pode e deve encerrar o ritual da forma que mais lhe agrada... só estou dando aqui os passos básicos, pois quem fará o ritual na verdade é você...

Os nomes a serem chamados:

Esses são os nomes a serem chamados pelo evocador...

VASSAGO

ORNIAS

LILITH

ASTAROTH

Os nomes acima são só alguns dos demônios que também são vampiros, existem muitos outrso, mas cabe a você descobri-los e chamá-los...

Mas... lembre-se... uma vez tendo realizado a evocação, coisas começarão a acontecer...

Talvez você seja surpreendido no meio da noite por pesadelos, aparições estranhas... Se coisas desse tipo ou outras coisas estranhas começarem a acontecer com você, como você se sentir sempre sendo observado, por exemplo... então significa que o espírito atendeu ao seu chamado e iniciou a transformação....

Você também pode tentar fixar um contato com um vampiro de verdade já transformado, para que ele mesmo o guie em seu despertar, e isso pode ser feita de várias maneiras...



RITUAL DE LILITH

I - Ritual

O nome Lilith vem, provavelmente, da Suméria e significa: "aquela que se
apoderou da Luz".
Originalmente, Lilith tinha um só aspecto, "a terrível Deusa-Mãe". No
desenrolar da evolução do mito, ela conservou dois aspectos singulares:
. Como uma prostituta divina, ela tenta seduzir todos os homens;
. E, como a terrível mãe, ela ambiciona prejudicar mulheres grávidas.
Estes dois aspectos de Lilith são encontrados nas escrituras babilônicas
como personificações de Camaschtu e Ishtar.
Nos textos mágicos aramaicos ela aparece como um demônio, que causa tanto
doenças corporais, esterilidade, aborto, como também perturbação psíquica.
Dizem que ela não só aparece em sonhos e visões como, também, os provoca.
Dos Códigos Antigos do Sacerdócio (Gênesis) consta que Lilith foi a primeira
mulher de Adão. Deus criou Lilith, assim como Adão, do barro. Surge, assim,
uma briga entre os dois, porque Lilith, no "movimento conjugal", não queria
se deitar por baixo. Lilith se referia à criação com o mesmo barro e
desejava igualdade de direitos. Como Adão não conseguia aceitar que Lilith
se deitasse por cima, ela o abandona e atrai para si de volta o Mar Vermelho
(Deus, então, cria para Adão uma mulher dócil - Eva. Pois ela é somente uma
costela, para não poder se rebelar.).
Podemos chamar Lilith para abortar crianças indesejadas. Para fazer correr
desde aquele vizinho inoportuno, indesejável (não é à toa que um dos seus
nomes é "a estranguladora"). Mas, também podemos chamá-la para nos ajudar a
quebrar tabus ou nos livrar de nossos próprios padrões, conceitos e
preconceitos.


II - Ritual:

RGP ( Banimento).

O templo é iluminado por uma vela. A Sacerdotisa, que está com o corpo
pintado de preto, fica de cócoras no meio da sala.
Os participantes entram nus e, um a um, no templo. Ao fundo um monótono
tamborilar. Os participantes sentam em círculo em volta da Sacerdotisa.


Estabelecimento de Intenção:

"É nosso desejo, nos libertar de nossos preconceitos em relação à nossa
conduta sexual."
A música ressoa (de preferência: "Diamanda Galás - Deliver me from mine
enemies") e as invocações passam a ser entoadas.
Enquanto os participantes entoam um mantra, visualizam a sacerdotisa como
Lilith ( ela é uma Deusa com duas grandes asas e enormes pés de aves com
garras para agarrar as presas).

Para os mantras, os participantes são divididos em dois grupos:

Mantra l: KISIKIL LILAKE.

Mantra 2: KISIKIL UDDAKARA

( Os mantras são entoados alternadamente.).

Quando a Sacerdotisa incorpora, ela se levanta e começa a dançar. Em algum
momento ela grita alto e os participantes encerram os mantras.

Invocação Enochiana.

Após, a música recomeça e a Sacerdotisa busca um participante para dançar
dentro do círculo. Cada participante joga uma pedra, como sacrifício para a
Deusa, em um alguidar com um líquido vermelho e, então, outro participante
entra no círculo.
Os participantes dançam e carregam o Sacramento. Separam-se.

Agradecimento e RGP ( Banimento).

Invocação l :

Terrível ela é, impetuosa ela é, ela é uma Deusa, horrível ela é. Seus pés
são como dos pássaros, seus cabelos são soltos, suas mamas são desnudas.
Suas mãos estão em carne e sangue.
Deusa Negra, preto sobre preto.
Sangue ela irá comer, sangue ela irá beber. Como um boi irá bramir, como um
urso irá resmungar, como um lobo irá esmagar.

Invocação 2 :

Negra ela é, mas bela!
Seus lábios são vermelhos como a Rosa, mais doce que toda a doçura do mundo.
Ela é a prostituta Lilith, ela que na escuridão voou do deserto para cá,
para seduzir as pessoas. Ela é a causadora de sonhos e visões prazerosas.
Uma prostituta ela é!
Ela é a primeira Eva, a Deusa que combate à frente com revoluções pela
liberdade. Ela é KI-SIKIL-LIL-LA-KE, uma menina permanentemente gritante!

Invocação em linguagem lunar :

OMARI TESSALA MARAX,
TESSALA DODI PHORNEPAX.
AMRI RADARA POLIAX
ARMANA PILIU.
AMRI RADARA PILIU SON,
MARI NARYA BARBITON
MADARA ANAPHAX SARPEDON
ANDALA HRILIU.

Tradução:

Eu sou a prostituta, aquela que abala a morte.
Este abalo dá à paz, prazer realizante.
Imortalidade nasce em meu crânio, e música na minha vulva.
Imortalidade nasce na minha vulva também, pois minha luxúria é um doce
perfume, como um instrumento de sete lados tocado para Deus, o invisível, o
Todo-soberano, que vagueia ao redor, que dá o grito estridente do Orgasmo.
( Aleister Crowley : "A Visão e a Voz").

Invocação Enochiana :

OL GOHE
Eu invoco
DO AO IP KI-SIKIL-UD-KAR-RA
o nome de Ki-Sikil-Ud-Kar-Ra
DAS I VAMAD BABALON BABALOND
aquela que é chamada de prostituta perversa
PI GIU EORS CORAXO
ela é mais forte do que mil trovões
PA MAZABA VAPAAH VOUINA
ela vem com asas de dragão
I TOLTORGI
e com todas as suas criaturas
BUTMONI PARM ZUMVAI
de suas bocas jorra sangue
PA BAHAL CINILA
ela chora sangue em alta voz
EOLIS OLLAG ORSABA
fazendo os homens ficarem inebriados
OD GOHIA CICELES TELOCHI
dizendo os mistérios da morte e
MALPIRGAY
aumentando a chama da vida.
MAZABA LILITH !
Venha Lilith!
ZAMRAN LILITH !
Apareça Lilith!

domingo, 13 de setembro de 2009

Conde Drácula


Historicamente provado ele existiu, mas não como um vampiro. Seu nome é Vlad Tepes, ou Vlad Drácula, mais exatamente Vlad III. Vlad Drácula tem sido tão confundido com a moderna lenda dos vampiros que é difícil ignorá-lo, mas com a razão de corrigir o conceito popular sobre esta personagem tão desconhecida. Todos sabem quem Vlad Drácula foi. Ou pelo menos pensam que sabem. De acordo com a opinião popular, Vlad Drácula, também conhecido como Vlad, o Empalador (Tepes), foi um príncipe no país da Transilvânia durante o século XV. Por causa de sua extrema crueldade, ele ficou conhecido como Drácula, que significa "filho do diabo". Ele era tão maléfico que as pessoas acreditavam que ele era um vampiro, ou pelo menos tinha um acordo com o diabo.

Vlad III, como ele deveria ser chamado, já que nem Tepes, nem o termo "Drácula", que originalmente não significa "filho do diabo", mas "filho do Dragão", veio de seu pai, que era filho de um Cavaleiro da Ordem do Dragão. Vlad II era chamado "Dracul", que significa "Dragão". Vlad III, seu filho, era chamado "Drácula". A confusão da terminologia cresceu por causa da palavra alemã "Drache", que foi o título de Vlad II, e similar à palavra Romana "Drac", que pode significar dragão ou diabo (considerando as ações depois da vinda do poder de Vlad III, "filho do Diabo" o que é mais apropriado para seu nome.) Ele viveu de 1431 a 1476. Na realidade, ele não foi o governante da Trasilvânia. Ele foi de fato o governante de uma região vizinha conhecida como Valáquia.

Enquanto a historia de Vlad III se torna interessante, lendo-a, ele quase que não teria mais do que o pé de uma página nos livros de historia, se não fosse seu abominável comportamento enquanto estava no trono da Valáquia.
Mesmo que o termo "Drácula" significava o "filho do Dragão" originalmente, o significando alternando,"filho do diabo" é muito mais apropriado. Sem dúvida, Vlad III foi uma das pessoas mais diabólicas e sanguinárias que havia andado na face da terra.
Lendo essa história ele deve ter parecido um herói para muitos, mas quando começamos a contar as coisas que ele fazia, como canibalismo, talvez tenha sido a maior ajuda que ele deu para ser transformado em vampiro pelos livros de ficçao. Dizem que no meio da sua mesa de jantar havia um enorme espeto, onde ele colocava um soldado inimigo vivo e começava a comer por pedaços, ouvindo os gritos como música. Ou quando ele punha seus inimigos de costas e enfiava uma estaca no ânus deles, e o sangue iria direto para seu cálice. Ou uma outra vez que ele convidou todos os mendigos de sua cidade para um jantar, e enquanto todos se divertiam ele pôs fogo na sala, indo jantar em outra assistindo os inocentes queimarem.
A primeira pessoa a usar Drácula como um vampiro foi o escritor Bram Stocker. De fato, o personagem de Drácula, escrito por ele, se parece mais com um anjo quando se comparado ao verdadeiro. Enquanto que o Drácula de Stocker matava suas vítimas ocasionalmente, na vida real, Vlad dizimava cidades inteiras. Esta época parece ter sido cruel. Torturas de uma forma ou outra, quase que universal, os dois como castigo pelos crimes e infrações morais, mas também extraiam-se "confissões" de suspeitos. As pessoas eram executadas nas mais diversas formas de crueldade: cozidas vivas,
despedaçadas pelos cavalos, eram queimadas, etc. Mas mesmo com este clima, o comportamento de Vlad se destacou. Seu sobrenome era Tepes (Empalador). A morte pela perfuração foi uma forma de execução que Vlad III usava com mais frequência. As estacas eram bem arredondadas, não afiadas, e se colocava óleo nelas. Quando a vítima era perfurada, geralmente pelo ânus, os outros orgãos eram deslocados, sem destruir, para que a vítima vivesse por horas, até mesmo dias em agonia extrema. As estacas às vezes eram feitas em modelos geométricos. Os corpos por vezes eram nelas deixados por meses. Vlad tinha centenas, às vezes milhares de pessoas executadas ao mesmo tempo. Um relatório diz que os soldados Turcos que invadiam voltaram para traz, horrorizados quando viram os milhares de corpos se decompondo nas estacas ao longo da margem de um rio. Num outro relatório, indica que em 1460 Vlad teve dez mil pessoas perfuradas ao mesmo tempo na cidade de Sibiu na Transilvânia, onde ele viveu. Outro dizia que ele teve trinta mil comerciantes e nobres perfurados na cidade de Brasov.
O empalamento não foi a única forma de execução e tortura usados por Vlad III. As pessoas às vezes tinham pregos martelados em suas cabeças ou outras partes do corpo. Braços e pernas eram decepados, as pessoas eram cegadas. Orelhas e narizes era cortados. Os orgãos sexuais, especialmente das mulheres, eram mutilados. Na lista lia-se como uma enciclopédia de tudo que é horrível e cruel. Qualquer pessoa era sujeita a tortura e morte. Suas vítimas incluíam fazendeiros, nobres, comerciantes, príncipes, embaixadores de outros países, prisioneiros de guerra.Literalmente, qualquer pessoa. Suas vítimas mais comuns eram os comerciantes e os pequenos nobres de seu próprio país e da Transilvânia, contra quem ele detinha muito rancor desde o assassinato de seu pai e seus irmãos, pois os mesmos foram assassinados por esses. Muitas das atrocidades foram aparente tentativas para introduzir seu código moral sobre os cidadãos da Valáquia. As pessoas que se acredita serem preguiçosas, sem castidade (especialmente mulheres), mentirosos, inescrupulosos nos negócios (ou mesmo suspeito de estar sendo) eram sempre executados. Mas parece que ele não tinha a necessidade de justificar seus atos, e em alguns casos, os habitantes da vila inteira, homens, mulheres e crianças, foram torturados sem razão alguma. Devemos lembrar que enquanto Vlad III foi inacreditavelmente cruel, muitas destas histórias provêem de estudos que são um pouco suspeitos. Como diz o ditado: Os vitoriosos geralmente escrevem livros de histórias, e os vitoriosos nas batalhas naquela área não tinham grande amor por Vlad e sua família. Muitos destes contos tiveram origem na Alemanha, Rússia e Turquia. Fontes que sem dúvida, exageravam a crueldade de Vlad. Seus inimigos o retratavam como um monstro que chacinava inocentes com alegria, enquanto que mais simpáticas fontes o retratavam tão cruel, mas homem justo que era injustificado em usar métodos extremos para controlar a corrupção e imoralidade. Mas existe bastante acordo entre as fontes para suportar a crença de que muitos dos eventos narrados acima realmente aconteceram.

sábado, 12 de setembro de 2009

O mito do Vampiro - Parte 2




Defuntos rosados

Muitas teorias tentam explicar a origem das lendas folclóricas dos vampiros. Uma série de coisas – do enterro de vivos por engano à ignorância do ciclo da decomposição do corpo – é proposta como fonte das crenças nessas criaturas.
Muitos estudiosos atribuíram p mito a relatos sobre a hidrofobia, ou raiva. Mas há outras explicações para a origem da lenda do vampiro. Paul Barber, em seu livro Vampires, Burial e Death, afirma que a crença nos vampiros resulta da tentativa dos povos das sociedades pré-industriais de explicar o processo natural, mas até então não compreendido, da morte e decomposição.
Para Barber, as pessoas nutriam suspeitas de vampirismo quando um cadáver não tinha a aparência comum – isto é, desidratado e pálido – ao ser exumado. O ritmo da decomposição varia conforme as temperaturas e a composição do solo. E isso era desconhecido, o que teria levado à crença de que um cadáver que não havia se decomposto ainda apresentava sinais de vida. O escurecimento da pele, característico dos vampiros das lendas folclóricas, pode acontecer durante o processo de decomposição, e, em alguns casos, os corpos incham devido ao acúmulo de gases no torso. Além disso, o aumento da pressão força o sangue a sair pelo nariz e pela boca. Isso fazia que o cadáver parecesse “alimentado” e “rosado”, como se tivesse bebido o sangue que escorria de sua boca. Isso era inda mais surpreendente em se tratando de pessoas que tivessem sido pálidas ou magras em vida.
O relato sobre uma investigação de ataque de vampiro do século 18 dá conta de que o corpo de uma velha senhora foi exumado, e seus vizinhos testemunharam que ela estava mais gorda e com aparência mais saudável do que quando viva. O sangue no nariz e na boca indicava que aquele corpo era o de um vampiro.
Quando encontravam um cadáver nessas condições, os eslavos buscavam apaziguar o espírito para dissuadi-lo d seu comportamento destrutivo. Na Sérvia, até o século 18, era comum, por exemplo, exumar corpos para “atar o vampiro”.
Para isso, era necessário perfurar o coração do cadáver com uma estaca ou cortar sua cabeça. Ao se perfurar o corpo inchado e em decomposição com uma estaca, os gases acumulados são forçados para fora, podendo produzir, ao passarem pelas cordas vocais, um som semelhante a um gemido. Era comprovação de que o corpo era mesmo o de um vampiro.

Enterrado vivo

Também acredita-se que as lendas de vampiros tenham sido influenciadas por casos de pessoas que foram enterradas vivas. Às vezes, ouviam-se sons vindos de determinado caixão e, quando o corpo era exumado, freqüentemente se encontravam marcas de unhas nas madeiras, indicando que a vítima tentara escapar. Em outros casos, pessoas que machucaram suas cabeças, narizes ou rostos davam a impressão de que tinham bebido sangue.
Doenças ou mortes sem explicação também contribuíram para criar as lendas dos vampiros. Na Nova Inglaterra, região nordeste dos Estados Unidos, até o século 19 a tuberculose era associada ao vampirismo. Em 1985, o bioquímico David Dolthin propôs uma relação entre uma rara doença sanguínea, a porfiria, ao folclore dos vampiros. Percebendo que a enfermidade era tratada com transfusão intravenosa, ele sugeriu que o consumo de grandes quantidades de sangue poderia aliviar os sintomas. De acordo com essa hipótese, os vampiros seriam apenas pacientes de porfiria que buscavam sangue humano para se sentirem melhor. A hipótese foi, porém, rejeitada pela comunidade médica.
Até a raiva já foi relacionada ao folclore dos vampiros. O neurologista espanhol Juan Gomes-Alonzo afirmou que a suscetibilidade ao alho e a luz, tão comum nos vampiros, pode ter surgido devido à hipersensibilidade, um sintoma da raiva. Uma antiga lenda dizia que, para saber se uma pessoa tinha raiva, bastava verificar se ela podia ver seu reflexo no espelho, Isso porque, com a hipersensibilidade à luz, muitos pacientes não conseguiam se ver. Tal fato deu origem à crença de que os vampiros não projetam reflexos no espelho. A doença também pode afetar partes do cérebro que provocam mudanças nos padrões normais do sono, tornando os pacientes sonâmbulos. Outro efeito colateral da doença pode ser a hipersexualidade. Lobos e morcegos, transmissores da raiva, também são associados aos vampiros. E a doença, claro, é transmitida por meio de mordidas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Subcultura Vampyrica




Uma breve Entrevista com Lady Agatha Daae, gravada em 2009 pelo programa ScrapMTV, onde a integrante da Subcultura Vampyrica fala sobre aspectos básicos de identidade Vampyrica (ausência de parasitismo, respeito a liberdade de terceiros, código de ética e bom senso, não se consome sangue) ...

O mito do Vampiro - Parte 1



Como surgiu a idéia da alma penada que toma conta de um corpo em decomposição

Atualmente, poucas figuras fictícias ou mitologias exercem um poder de atração tão forte quanto o do vampiro. Amaldiçoado em usa imortalidade, o “personagem” habita o limiar entre a vida e a morte, corrompendo a existência natural e trazendo destruição àqueles que amaram quando vivos. Paradoxal como todo anti-herói, a força e a vulnerabilidade do vampiro, seu embate entre a luz e as trevas, a necessidade de matar para sobreviver refletem características genuinamente humanas, com projeção de um aspecto obscuro da humanidade. Afinal, conforme afirmou o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o “Homem é o lobo do homem”, em outras palavras: como o vampiro, vivemos de explorar, de um jeito ou de outro, nosso semelhante. Daí a identificação.
Mas, se o estilizado vampiro moderno atrai atenção cada vez mais do público – e conseqüentemente da mídia -, quando o mito surgiu, nos primórdios da humanidade, essa figura causava verdadeiro terror. A origem da lenda, que existe entre praticamente todos os povos, esta relacionada a fantasmas que voltavam para visitar os parentes vivos em seus sonhos. E estes parentes adoeciam e morriam. Acreditava-se que diversas doenças eram provocadas por vampiros, principalmente a tuberculose. Na verdade, acreditava-se que o tísico fosse um vampiro. Daí a associação com o consumo de sangue, uma vez que os tuberculosos freqüentemente sangram pela boca ao tossir, dano a impressão de que bebeu sangue.
A aparência dessa criatura mudou ao longo do tempo. Nos contos folclóricos de diferentes lugares, os vampiros mais pareciam fantasmas, envoltos em sues sudários. Também eram descritos com a tez escuta e inchados, verdadeiramente gordos, muito diferentes dos pálidos e magros seres das ficções contemporâneas.
O conceito atual de vampiro vem, principalmente, das lendas eslavas. Suas raízes derivam das crenças e práticas espirituais dos povos pré-cristãos daquela região. Algumas delas se referem ao culto dos ancestrais, aos espíritos domésticos e às crenças sobre o que acontece com a alma depois da morte.
Os demônios e os espíritos eram muito comuns no imaginário das antigas sociedades eslavas. Considerava-se que esses espíritos malignos interagiam com as vidas e os fazeres dos humanos. Alguns eram benéficos e ajudavam os homens; outros eram perigosos e podiam ser destrutivos. Essas entidades eram, na verdade ancestrais ou parentes mortos. Elas podiam aparecer de várias formas, inclusive como animais e com um aspecto humano bizarro, até mesmo grotesco. Alguns desses espíritos também provocavam acidentes, prejudicavam a lavoura e sugavam o sangue de animais de criação – e até de humanos.
Os antigos eslavos também faziam distinção entre a alma e o corpo. Eles não consideravam que a alma morria. Ao contrário, acreditavam que ela saía do corpo e vagava pela vizinhança do lugar onde havia vivido durante 40 dias, antes de partir para a vida eterna. Por conta disso, era considerado necessário deixar uma janela ou porta aberta para que a alma entrasse e saísse de sua casa quando quisesse. Durante esse período, o espírito também teria a capacidade de entra em cadáveres. O aspecto poderia trazer tanto bênçãos como desgraças para a família e os vizinhos ao longo dos 40 dias em que vagava.
Os eslavos temiam muito a vingança das almas penadas. Para evitar desagradar a alma, deva-se muita atenção aos ritos funerários, que deviam assegurar a pureza da alma e apaziguá-la por ter se separado do corpo. O falecimento de uma criança não batizada, uma morte violenta ou de um grande pecador, com um assassino, podiam fazer a alma ligada àquele corpo se revoltar. Outra forma de provocar a corrupção de uma alma ra não enterrar o corpo de maneira apropriada. Um cadáver que não tivesse tido um funeral correto seria suscetível a ser possuído por outras almas e espíritos.
A partir dessas crenças fortemente presentes na cultura eslava, surgiu a idéia de vampiro, que é a manifestação de uma alma penada ao possuir um copo em decomposição. Essa criatura nem morta nem viva era considerada vingativa e cheia de inveja dos vivos, e precisava de sangue para sustentar a existência do corpo no qual entrara. “Esses vampiros eram cadáveres que saíam de seus túmulos à noite para sugar o sangue dos vivos, nas suas gargantas ou estômagos, e depois voltavam aos seus cemitérios. A pessoa que era assim atacada minguava, empalidecia e sentia-se consumida, ao mesmo tempo em que os cadáveres que se alimentavam delas ficavam gordos, rosados e tinha um apetite excelente. Foi na Polônia, Hungria, Silésia, Moravia e Áustria que os mortos tinham esse comportamento, atestou o influente filósofo francês Voltaire (1694-1778) no seu Dicionário Filosófico Voltaire.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Nova casa




As Bruxas desta cidade estão mortas. Dois por minhas próprias mãos. Estou me divertindo, mas, oh, como me sento tão bem em afundar meus dentes naquele pescoço. O sangue na a minha boca. Eu poderia ter orgasmo no ato.

Não sabemos o que vai acontecer com o sangue derramado. Teremos que esperar e ver se seus amigos viram.

Eu, finalmente me mudei para a nova casa, o “Asa do Morcego”. É tão bom estar de volta em um “ninho”. Eu deito na cama à noite, ao ouvir os sons da casa. Eu estou tentando me adaptar e fazer a minha parte, eu ainda me sinto um pouco estranha, eu acho, mas estou tentando.
Nós adquirimos um terreno na parte de trás da “Asa do Morcego”. Começamos a construir, para que possamos expandir o “Asa do Morcego”. É uma casa noturna, “A Tumba do Drácula”.

Nossos lucros estão aumentando. Animada com isso.

É um sucesso. Eu me divirto, mas estes humanos adoram dançar... Na linha.
Aqui estou eu, quieta, caçando, procurando por uma possível presa.

Escrito por Layla Stelman

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Era - Ameno



Dori me
interimo adapare dori me
Ameno ameno lantire
lantiremo
dori me
Ameno
omenare imperavi ameno
Dimere dimere mantiro
mantiremo ameno

Omenare imperavi emulari ameno
Omenare imperavi emulari ameno

Ameno
ameno dore
ameno dori me
ameno dori me

Ameno dom
dori me reo
ameno dori me
ameno dori me
dori me am

Ameno
omenare imperavi ameno
Dimere dimere mantiro
mantiremo ameno

Omenare imperavi emulari ameno
Omenare imperavi emulari ameno

Ameno
ameno dore
ameno dori me
ameno dori me

Ameno dom
dori me reo
ameno dori me
ameno dori me
dori me am

Ameno
ameno dore
ameno dori me
ameno dori me

Ameno dom
dori me reo
ameno dori me
ameno dori me
dori me am

ameno dore
ameno dori me
ameno dori me

Ameno dom
dori me reo
ameno dori me
ameno dori me

Ameno dom
dori me reo
ameno dori me
ameno dori me

Tradução

Sinta minha dor
Absorve-me,
Toma-me
Sinta minha dor
Liberta-me,
Liberta-me
Descubra-me,
Descubra meus sinais
Sinta minha dor
Suaviza (a dor),
Conforta-me
Perceba, perceba
Mutilaram-me,
Machucaram-me
Liberta-me
Suaviza (esta dor),
Conforta-me
Liberta-me
Suaviza (esta dor),
Conforta-me
Liberta-me,
Ameniza a dor
Ameniza minha dor
Ameniza minha dor
Liberta-me, Senhor
Alivia minha dor, Rei
Ameniza minha dor
Tira-me esta dor, Senhor




quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sozinha





Eu não sei porque estou escrevendo isto, mas me sinto bem melhor quando faço isso, desse modo ele não poderá me atormentar mais. E suponho ser bom para a alma, mas eu não tenho alma.

Os Caçadores de vampiros chegaram pouco antes do amanhecer, quanto tempo não nos enfrentamos, não tenho a menor idéia. Meu mestre me protegeu. Empurrou-me para fora da porta, me disse para fugir. Não fugi, mas quando ele me olhou, senti que esta seria uma batalha que não poderíamos vencer. Eu acredito que ele sabia disso. Ele me amava. Isso eu sabia. Nosso amor nos manteve juntos por muitos séculos. O olhar nos olhos dele me disse que ele sabia que estávamos perdidos. Corri... Eu ouvi os gritos, eu sentia meu Mestre me deixar, eu senti meus companheiros morrerem, queimarem... Mas eu segui as últimas palavras do Mestre. Escondi-me, permanecendo algum tempo assim. Quando voltei, olhava aquela devastação.Sabia que estava sozinha.

Aonde ir, eu não sabia. Eu sabia que precisava de um lugar. Proteção... Meu Mestre e Eu quando estávamos juntos, sempre disse. Layla, não e bom para um vampiro ficar sozinho. Podemos lutar, podemos matar, mas juntos podemos destruir. Então eu corri, eu corri para a Proteção do Draco. O Vampiro da força e da honra. Aqui estou eu. Ele está conquistando uma nova cidade e eu sinto que posso ajudar nessa luta. Por isso estou aqui. Sozinha, mas tentando... Tentando encontrar meu lugar. Eu prometi leal a ele. Aqui eu fico. Aqui será a meu lugar, minha família.

Escrito por Layla Stelman